DesInfraestrutura

Deparei-me com um absurdo,
uma coisa que me fez pensar,
se no embaraço a mente engana,
ou por cansaço devanear;
que homem, em sã consciência,
e de bom grado, decide,
de um buraco dispôr-se a cuidar?

Num plano “bi” (de asfalto) fez sua casa
no meio da rua achou lugar.
De noite ganha um abrigo,
de dia o sol vem lhe secar;
que homem, em sã consciência,
e de bom grado, decide,
de um buraco dispôr-se a cuidar?

Não é de mestre Gogol essa história,
ele jamais iria sonhar
que em um canto do mundo pudesse,
coisa dessa se desdobrar:
que homem, em sã consciência,
e de bom grado, decide,
de um buraco dispôr-se a cuidar?

Essa história aconteceu, eu vi!
a ninguém poderia passar,
em uma rua, perto de casa,
onde prefeito, não vejo andar;
cresce mais um, de muitos, buracos,
que o descaso alimenta
e aquele homem dispõe-se a cuidar.

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