Sentimentos no papel

Só escrevo quando
o coração está cheio,
de alegria, ou de pesares.
Quem lê, lê o que sinto;
quem passa,
até disfarça.
Mas quem fica
e me entende,
esse viu minha alma.

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Que absurdo! Ele escreve poemas de amor.

Se aquela letra fosse a tua,
de tão triste antes,
estaria feliz.
Mas, dos outros,
não me vêm notícias tuas.
Meus recados,
rabiscados na calçada,
marcas frágeis,
escritos em giz.

Comprei um cavalo de galope anacrônico;
ele é da cor que tu queria
(ou querias),
pra parecer que sou romântico,
mas, porra, isso não é poema de amor
e eu não preciso de cavalos pra lembrar de ti.

Arrombei todas as métricas,
você viu?
Espalhadas na minha lousa,
dilatadas em meu blog,
escorrendo na minha tela,
desprendendo de meu note.

Me preencho como posso:
Cheiro à música,
fumo à arte.
Hoje é meu o que foi nosso.

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Anoiteceu

Vou juntar o que sobrou:
fotos,
frases,
tua voz no gravador.
levarei no bolso da camisa
pra decidir o que fazer depois.

Quando você chegou parecia noite, triste,
mas era manhã
e agora anoiteceu,
de novo, só, sem você.

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A Tormenta de Gogol

E o que me diz?
Ir avante com teus planos?
Rasgar os sonhos que eu guardei?

Ficará satisfeita ao ver minha cabeça
por aí, bem vestida, como um publicano?

Fazendo o que eu não quero,
dizendo o que eu nunca disse?
Com seus próprios interesses,
ela não me ouve.
Nunca diz para onde vai.

Mas que loucura, você pode imaginar? Não, não pode.
Não faz sentido.
Não pode fazer.

Olha o mal que tu me causa, quando pede pra esquecer.

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Desejo Líquido

Quando eu me apaixonei
O vento soprou ligeiro
Aterrou minha varanda
Revirou meu quarto inteiro
Ele só não quebrou tudo
(Bateu portas, o Quasímodo)
Pois o amor quebrou primeiro

Mergulhando nos teus olhos
Te despindo de segredos
Se por descuido ou maldade
Semear em teus lajedos
Pelo meu destino velem
Ante o teu sorriso selem
Nosso amor, ou nossos medos.

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