Que absurdo! Ele escreve poemas de amor.

Se aquela letra fosse a tua,
de tão triste antes,
estaria feliz.
Mas, dos outros,
não me vêm notícias tuas.
Meus recados,
rabiscados na calçada,
marcas frágeis,
escritos em giz.

Comprei um cavalo de galope anacrônico;
ele é da cor que tu queria
(ou querias),
pra parecer que sou romântico,
mas, porra, isso não é poema de amor
e eu não preciso de cavalos pra lembrar de ti.

Arrombei todas as métricas,
você viu?
Espalhadas na minha lousa,
dilatadas em meu blog,
escorrendo na minha tela,
desprendendo de meu note.

Me preencho como posso:
Cheiro à música,
fumo à arte.
Hoje é meu o que foi nosso.

Publicado do WordPress para Android enquanto “nômadeio” por aí.

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